Remorso Póstumo

tradução Jamil Almansur Haddad

Quando fores dormir, ó bela tenebrosa
Em fundo de uma cripta em mármore lavrada
Quando tiveres só por alcova e morada
O vazio abismal de carneira chuvosa;


Quando a pedra, a oprimir tua fronte medrosa
E teus flancos a arfar de exaustão encantada,
Mudar teu coração numa furna calada
Amarrando-te os pés na rota aventurosa,


A tumba, confidente do sonho infinito
(Pois toda a vida a tumba há de entender o poeta),
Pela noite imortal de que o sono é prescrito,


Te dirá: "De que serve, hetaira incompleta,
Não teres conhecido o que choram os mortos?"
E os vermes te roerão assim como os remorsos.


 

Charles Baudelaire

Em breve mais obras!!!

"Esta manhã ainda me maravilha a imagem viva e distante da
terrível paisagem jamais contemplada por olhos mortais..."
Charles Baudelaire

Charles Baudelaire

Charles Baudelaire

Charles Pierre Baudelaire (1821-1867), poeta francês precursor do Simbolismo,
autor de Les Fleurs du Mal, 1857 (As Flores do Mal). Com versos rigorosamente
metrificado e rimados, que prefiguram o Parnasianismo, Baudelaire trata de
temas e assuntos que vão do sublime ao escabroso, investindo liricamente
contra as convenções morais que permeavam a sociedade francesa dos meados do
século XIX.

Destacou-se também como crítico de arte, com L'Art Romantique, 1860 (A Arte
Romântica), e com as traduções do contista norte-americano Edgar Allan Poe. Entre
os ensaios, destacam-se Les Paradis Artificiels,1860 (Os Paraísos Artificiais),
sobre a ingestão de drogas e seus efeitos estéticos. A vida de Baudelaire ficou
marcada pelos desentendimento como o padrasto, que chegou a enviá-lo à Índia e a
submetê-lo a conselho judiciário, visando a recuperá-lo da vida boêmia que levava
em Paris.

Diversos poemas de As Flores do Mal foram cortados do livro como imorais, por
decisão legal, num processo que só foi anulado em 1949. Na poesia de Baudelaire já
se encontram traços que serão dominantes no Modernismo do século XX.
Pintura Gótica
"Beleza é terror. O que chamamos de belo nos faz tremer. A beleza é áspera e se parece com um extermínio. Ainda assim, é tudo que se quer." - Donna Tartt (A história Secreta)
"O horrível é belo, o belo é horrível." - Shakespeare (Macbeth)
     No campo da pintura a influência da arte medieval especialmente do estilo românico e gótico (ao contrário do que foi dito em relação à arquitetura) praticamente não se faz sentir.
     A presença da figura humana extremamente estilizada, o plano bidimensional que caracteriza o estilo, tem muito pouco a ver com os elementos iconográficos reverenciados atualmente pela tribo dark ou gótica. A exceção talvez fique por conta das obras de Giotto, sendo este pintor um dos precursores do rompimento com a tradição bizantina; ao dar um tratamento tridimensional às suas obras.
     Quanto aos elementos simbólicos da arte medieval, de imaginário fortemente místico, este sim traria alguma influência, principalmente no que se refere ao rico bestiário medieval, ilustrado em especial nas iluminuras que costumavam ornar livros e manuscritos da época e também nos elementos decorativos de palácios e igrejas.
     A arte renascentista ao contrário traz uma grande contribuição, presente principalmente nas obras de Hieronymus Bosch, Pieter Bruegel e Dürer. Artistas de apurada técnica e imaginação fértil. O flamengo Bosch demonstra isto muito bem, em sua obra: O jardim das delícias, no triplo painel onde representam-se o paraíso terrestre, o paraíso celestial e o inferno. Uma obra complexa povoada de pequenas figuras e criaturas imaginárias. Bosch seria na concepção de muitos estudiosos da arte, um surrealista antecipado.
     Igualmente há influência estética na Arte Barroca que combinava movimentos energéticos, cores intensas e detalhes decorativos com expressiva originalidade e liberdade. O imaginário barroco é extremamente poderoso, expresso em; gestos, fundos sombreados e uso dramático da luz e sombra. As obras apresentam muitas vezes um caráter sombrio, pungente e dramático.
     Destaca-se neste estilo artistas como Caravaggio, que em suas obras (principalmente as iniciais) celebrou personagens mundanas e sexualmente ambíguas, além de representar figuras religiosas como simples mortais. Um escândalo para a época.
     Outro destaque vai para Jan Vermeer, que possuia uma refinada técnica em trabalhar efeitos de luz e figuras geométricas em seus quadros, como o célebre A rendeira; que tanto excitou a imaginação tresloucada de Dali. Não se pode ainda esquecer um mestre como Rembrandt, que sabia como nenhum outro combinar dramáticos efeitos de luz com sutis efeitos ilusórios, num quase abstracionismo.
     Apesar de todos estes estilos e artistas da pintura terem influenciado na estética dos darks ou góticos, nenhuma desses escolas se compara em importância ao Expressionismo, Surrealismo e Modernismo, todas as artes contestadoras e revolucionárias.
    Comecemos pelo Expressionismo, a arte do instinto, com sua pintura dramática e subjetiva. É um estilo explosivo, errático, que se fez presente também na literatura, no teatro, na dança e no cinema.
     Edvard Munch e Van Gogh podem ser considerados artístas ícones do Expresssionismo.
     Van Gogh é um artista fundamental do gênero, sua obra apresenta uma explosão de cores intensas e puras, e a presença de formas sinuosas que expressam a energia e a dramaticidade de uma alma atormentada.
     O norueguês Edvard Munch, considerado um dos pintores mais radicais e talentosos de sua geração, demonstrou em obras como O Grito, um trabalho inquietante onde a representação pictórica sucumbe às fortes emoções, a tensão e a ansiedade do desepero. Nesta obra em particular; é como se todo o cenário em volta da personagem participasse da excitação aterradora do grito, expressando toda a angústia envolvida na cena.
     Outra influência importante é Goya, em sua obra rica de representações misógenas e diabólicas, onde aparecem velhas decrépitas e ameaçadoras, além de feiticeiras que veneram o grande Bode e preparam pratos abomináveis.
     Quanto ao Surrealismo, que acima de tudo foi um movimento revolucionário, temos igualmente manifestações não só na pintura, mas também na literatura e no cinema.
     O Surrealismo é uma forma de expressão, instintiva, irracional, cuja arma principal era o escândalo. "Seu objetivo principal não era criar um novo movimento pictórico, literário ou até filosófico, mas sim fazer explodir a sociedade, mudar a vida" - (Buñuel).
     Entre os artistas que mais se destacaram neste movimento na pintura estão: Picasso e Dali.
     Picasso e Dali guardam uma certa semelhança pela fixação que possuiam em relação a mulher (Picasso-Dora Marr, Dali-Gala).
     Picasso soube expressar como ninguém o delírio e a monstruosidade da guerra. Em sua obra mais conhecida, Guernica aparecem rostos hediondos, torturados e abjectos, que são na verdade os próprios rostos da guerra e da desgraça provocada pelos nazistas, e eram eles mesmos que atribuiam a obra do próprio Picasso e de outros artistas surrealistas o título de: artistas degenerados.
     Dali foi um dos artistas mais delirantes de seu tempo, possuindo uma imaginação fértil, obcessiva e irracional. Criador do método paranóico-crítico, de um estilo e vida exibicionista, nem sua fase Avida Dollars foi capaz de ofuscar sua obra. Poderia ainda citar outras obras, artistas e gêneros, mas prefiro deixá-los com esta pequena amostra da influência da pintura na estética dark.
Música Gótica
Gothic Music: O lado obscuro do pós-punk.
     No final dos anos 70 e início dos anos 80, a raiva e a agressividde que incendiavam o movimento punk começam a ceder lugar a uma profunda depressão e um sentimento de insatisação de um lado e falta de perspectiva do outro. Na Inglaterra, Margareth Tatcher assume o poder, triplica-se o desemprego e aumenta a inflação. Este é o cenário triste da chamada década perdida.
     Nas paradas musicais domina a pose, o glamour do pop inglês e da dance music com seus artistas poseurs e cintilantes.
     Entretanto algo estava para acontecer em uma cidadezinha chamada Manchester, onde havia muita gente morando em subúrbios cinzentos recusando-se a enterrar o legado punk, e achando que aquele pop poseur tinha muito pouco a ver com a vida real na Inglaterra.
     E é na mesma Manchester que surge o porta voz ideal destes angustiados de quarto, na figura de Ian Curtis, um dos primeiros a transformar toda essa melancolia e desilusão em música, através da sua banda Joy Division, que apesar da curta duração devido ao suicídio de Ian, seu vocalista, deixou como legado o rock mais melancólico e desesperado já feito. Sendo uma das bandas mais representativas do movimento pós-punk, como ficou conhecido este substilo musical do rock, que apresentava elementos musicais do punk mas com uma dose de melancolia mais acentuada. E é dentro do pós-punk que encontramos as mais representativas bandas do chamado estilo gótico, que no Brasil também foi chamado de dark, devido a preferência por roupas pretas de seus adeptos.
     É nos anos 80 que a morte será o tema mais recorrente nas canções pop, sendo igualmente comuns temas como melancolia, desespero, abandono, decepções amorosas e falta de perspectivas. Estes temas estarão presentes nas músicas de um certo grupo suburbano de Crowley, Sussex, Inglaterra; chamado The Cure, cujo vocalista Robert Smith com seu jeito soluçante de cantar, cabelos desgrenhados e olhos pintados de preto, fez a alegria dos cultuadores de "deprê" em canções como One hundred years, The hanging garden e Siamese Twins, atingindo seu climax "noir" no disco Pornography de 1982.
     Entretanto a cristalização do gótico em quanto gênero esteve a cargo de um quarteto de Northampton (Inglaterra), que em seu primeiro single desfia loas a um tal Bela Lugosi, famoso vampiro dos anos 30, e cujo vocalista Peter Murphy delirava pesadelos com sua voz soturna sob um baixo pesadão e efeitos macabros de guitarra; falando de temas como morte, vampiros, morcegos e rituais pagãos.
     A voz igualmente soturna de Andrew Aldritch foi o selo definitivo de movimento gótico, sendo seu grupo, The Sister of Mercy considerado, com toda razão, o maior representante do gênero. Não se pode também esquecer as musas, pra ser mais exato duas musas, madrinhas, divas e rainhas máximas do gótico: Siouxsie Sioux e Anja Howe.
     Comecemos por Siouxsie Sioux, a Bruxa madrinha de uma geração de cabelos arrepiantes, com seu estilo misto de diva dos anos 20 e de prostituta nos seus belos olhos extremamente maquiados. Siouxsie e seus banshees eram majestades únicas do reinado gótico. Guitarras distorcidas, batida tribal, harmonias fluidas e climas mórbidos se traduziam em pérolas como A Kiss in the Dreamhouse, Kaleidoscope e Nocturne. Siouxsie também foi uma das primeiras cantoras a liderar uma banda mais pesada. Nascidos no movimento punk, Siouxsie & The Banshees souberam fazer a perfeita transição para o gótico, sendo um dos precursores do estilo.
     Quanto a sua majestade loira, Anja Howe, a vocalista da banda underground alemã X-Mal Deutschland, pode ser considerada pioneira do estilo gótico na terra de Goethe. Com sua voz inconfundível cheia de alalaôs e anomatopéias, acompanhada de guitarras e baixo linha serra elétrica. Eram também comuns na banda, o uso de recursos eletrônicos, criando sons viajantes que mesclados ao vocal sedutor, criavam texturas delirantes num perfeito clímax lírico-depressivo; levando os mortos vivos à loucura através de obras primas como Incubus Succubus, Tocsin e a maravilhosa Matador.
     Seria ainda uma grande injustiça deixar de citar outras bandas igualmente seminais do estilo Gothic e do Darkwave como Clan of Xymox, The Mission, Opera Multi Steel, Poesie Noire, Cult, Switchblade Symphony, Love is Colder than Death... Bem são tantas que fica até difícil citar todas, em mais uma prova do quanto o estilo é prolífico.
     No finalzinho da segunda metade da década de 1980, porém, o clima começa a tornar-se inóspito para morcegões e afiliados, e o estilo gótico começa a entrar em decadência, significando o fim de muitos grupos que consagraram o gênero, deixando orfãos e famintos de sangue muitos nosferatus, e fazendo as noites enevoadas de Londres (e porque não as noites garoentas de São Paulo) perder muito de seu charme.
 
Cinema Gótico
"Quando me perguntam de onde vem minhas idéias, respondo que se originam de meus próprios pesadelos, mesmo quando não estou dormindo.
Temos medo de tudo: do desconhecido, do abismo, da noite, das tempestades, da selva e dos desertos. Na hora de escrever, basta pensar que aquilo
que me assusta provavelmente também assusta os outros. Em algum lugar dentro de nós existe uma chave que acende o medo; é aí onde se instala o
conto de terror, quando está bem escrito, pois o homem sente mais atração por monstros e dragões do que por heróis. Como é impossível estar sempre lutando contra nossos próprios demônios e males, de vez em quando sentimos necessidade de levá-los para passear." - Stephen King.
     A sétima arte está repleta de obras-primas do gênero terror-suspense, filmes que de uma forma ou de outra expressam e exibem a face obscura e irracional da imaginação humana.
     O porquê nos sentimos atraídos e fascinados pelo horror até hoje é um mistério. Os filmes de terror nasceram praticamente junto com a cinematografia. O primeiro filme do gênero surgiu em 1896 e chamava-se Escamotage d'Une Dame Chez Robert Houdin, e em 1912 veio A conquista do pólo no qual um expedicionário era devorado pelo abominável homem das neves. Passando por clássicos como O gabinete do Dr. Caligari de Weine e Nosferatu de Murnau, até o sádico Freddy Krueger nos anos 80, o gênero é um dos mais prolíficos já inventados.
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Literatura Gótica
     Quem pensa que a lista de autores cultados pelos góticos se resume a trilogia Poe-Baudelaire-Byron, está profundamente enganado. No terreno da literatura as influências são as mais variadas possíveis englobando românticos, surrealistas, beatnicks, expressionistas, modernistas, dadaístas e coisas que vão além da nossa imaginação.
     Tudo começou com sir Horace Walpole e seu livro O castelo de Otranto lançado em 1764. Este livro discordava radicalmente dos padrões então vigentes. Sua atmosfera estava repleta de fantasmas, passagens secretas, terrores sobrenaturais e inverossímeis. Estava assim inaugurado o roman noir. O roman noir ou gothic novel, surgido durante o romantismo é mais uma atmosfera literária do que um estilo ou escola propriamente dita. Eis o porque deste gênero espalhar-se por outros estilos literários além do romantismo, rompendo todas as fronteiras da literatura. O conto de terror, o conto fantástico e a ficção científica podem ser considerados seus herdeiros diretos, garantindo ao gênero gótico uma extrema vitalidade até os dias de hoje. Aqui estão portanto citadas as pincipais obras da literatura gótica, romântica,fantástica e de terror. Esta pequena seleção bibliográfica está aberta a sugestões e inclusões. Alguns livros trazem resenha, para vê-la basta clicar sobre o título. É possível igualmente ver a biografia de alguns autores, bastando clicar sobre os nomes. Também fiz questão de incluir autores nacionais que de alguma forma se afinam ou sofrem influência da estética gótica.
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Aldous Huxley, "Admirável Mundo Novo"
Apuleio, "O burro de ouro"
Álvarez de Azevedo, "Noite na Taverna", "Macario"
Ann Radcliffe, "Os castelos de Athlin e Dunbayne", "O italiano", "O confessionários dos penitentes negros"
Anne Ricce, "Entrevista com o vampiro"
Anthony Burgess, "Laranja mecânica"
Arthur conan Doyle, "Um estudo em vermelho" e "O cão dos Baskerville"
Arthur Rimbaud, "Uma temporada no inferno"
Augusto Carvalho Rodriguez dos Anjos, "Eu"
Bram Stoker, "Drácula"
Bryon, "Poesias", "Horas de Ócio", "Don Juan"
Cecília Meireles, "Cânticos", "Crônicas de Viagem" e "Espectros"
Chamisso, Hoffmann, Gogol, Andersen, "Contos dos homens sem sombra" (Coletânia)
Charles Baudelaire, "Flores do mal", "Paraísos Artificiais"
Charles Dickens, "David Copperfield", "O abismo"
Charles Maturin, "Melmoth. O viandante"
Charles Nodier, "Smarra; ou, Os demônios da noite"
Clarice Lispector, "A paixão segundo G.H.", "Perto docoração selvagem", "Laços de família", e todos os outros
Daniel Defoe, "Contos de Fantasmas", "Um diário do ano da peste"
Dante Allighiere, "A divina comédia"
Diderot, "A religiosa"
Donna Tart, "A histó secreta"
Edgar Allan Poe, "O corvo" (poema), "Histórias Extraordinárias"
Emily Bronte, "O morro dos ventos uivantes"
Ernst Theodor Amadeus Hoffmann, "Contos fantásticos", "O pequeno Zacarias chamado Cinábrio", "Contos sinistros", "Irmã Mônica"
Eurípedes, "Medéia"

 

 

Gótico
Por Beatrix Algrave - www.beatrix.pro.br

"É que cada um tem uma idéia própria , geralmente deturpada, da Idade Média. Só nós monges daquela época sabemos a verdade, mas, ao dizê-la podemos ser queimados vivos." - Umberto Eco

        O Gótico não é apenas uma opção de estética e sim uma mistura entre surrealismo, romantismo e estilo medieval. O Estilo Gótico tem origem nos Tempos Medievais, séculos XIII e XIV, ligado principalmente a arquitetura como catedrais e igrejas. O aparecimento do verdadeiro Estilo Gótico vem alguns anos a frente, onde a Época Medieval já era considerada um período bárbaro e obscuro, os bárbaros que lá viviam eram chamados de genos, portanto Gótico significa Bárbaros por excelência, causando assim um profundo desprezo.
        O gótico, portanto é aquele que cultiva a depressão, utiliza a música, a arte e a literatura para expressar suas decepções tanto amorosas quanto da vida, sua opinião sobre o mundo e sobre as coisas no qual ninguém se importa, ou ainda para criticar aquilo que tanto o incomoda.
        A literatura Gótica faz uma grande distinção entre o BEM e o MAL, onde Satã possue um grande papel. São muito citados nos textos góticos a noite, o pessimismo, a loucura, os sonhos, as sombras, as quedas, o medo, a decomposição, a atração pelo abismo, sem se esquecer da principal: a MORTE e a VIDA.
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